Bia Doria, artista plástica conhecida por utilizar a natureza como inspiração e dela extrair a matéria-prima para seu trabalho, foi selecionada para expor sua obra na X Bienal de Florença, que abriu as portas ontem, 17, para o público que pode visitar as obras até o próximo dia 25, em Fortezza da Basso, Florença, Itália. A Biennale Internazionale d’Arte Contemporanea di Firenze, ou Florence Biennale, é um evento de excelência no cenário da arte contemporânea. Desde sua fundação, em 1997, a Bienal já recebeu mais de 5.000 artistas de 100 países. Marina Abramović, Anish Kappor e José Luis Cuevas são exemplos de renomados profissionais que já foram premiados pela organização. A escolha de Bia se deu por ela representar a arte contemporânea sustentável brasileira e por expressar com perfeição seu trabalho em madeira reciclada.
A artista também já apresentou suas coleções em importantes centros de arte nacionais e internacionais como The Grand Modern e Gary Nader Fine Art, em Miami, Salon des Artistes Indépendants, em Paris, e o MUBE – Museu Brasileiro da Escultura, além de exposições na Alemanha, Coreia do Sul e outras diversas em São Paulo. Atualmente Bia está com uma exposição individual no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia. Além disso, as obras da artista estão permanentemente expostas no ATELIER BIA DORIA, localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo, que concentra matéria-prima, criatividade, inspiração, cores e natureza, de forma despojada e harmônica deixando o ambiente descontraído para o visitante.
Sobre Bia Doria
A artista plástica Bia Doria tem na natureza a matéria-prima e o motivo de seu trabalho. Natural da região oeste de Santa Catarina, dominada pelas matas de araucárias, suas peças são identificadas por suas obras feitas a partir de resíduos de floresta de manejo, produtos sustentáveis e árvores nativas resgatadas em queimadas, desmatamentos, fundo de rios, barragens, entre outros. E, por isso, se autodenomina uma representante da arte contemporânea sustentável. Grande parte de suas obras foi reunida no livro “Bia Doria” (Editora Decor), lançado, em São Paulo. Nele estão documentadas histórias marcantes de sua existência, além de seus principais trabalhos desde o início da carreira. Na obra, Bia conta que foi com a confecção de colares e pulseiras que a artista descobriu um material que desconhecia: a madeira de fundo de rio cuja solidez se assemelhava à das rochas. Diante daqueles tocos calcinados pela água, enxergou corais.